Nossa história

Quem inventou a máquina de costura?

A primeira máquina de costura foi feita pelo francês Barthélemy Thimmonier em 1829. Pouco depois, ele recebeu uma encomenda para fabricar várias máquinas e produzir uniformes para o exército. Em 1850, o ator e inventor americano Isaac Singer viu pela primeira vez uma máquina de costura funcionando e gostou da idéia. Fazendo algumas modificações, ele criou um modelo mais prático e menor. Daí, ela se tornou um aparelho doméstico.

Alfaiates têm longa história de luta trabalhista

A história do Sindicato começa com sua fundação, em 10 de maio de 1909, na época com a denominação de União dos Alfaiates do Rio de Janeiro. Mas a luta da categoria vem de muito antes. Já em 1798, a Revolução dos Alfaiates, também conhecida como Inconfidência Baiana, foi um movimento político e social que representou a primeira rebelião popular brasileira.

A rebelião foi realizada entre artífices e negros, contando ainda com a participação de soldados, escravos e ex-escravos, que lutaram por igualdade de raças e direitos. Programado para o dia 12 de agosto, o evento foi denunciado às autoridades portuguesas e não chegou a ocorrer, porém houve sérias penalidades: 30 pessoas foram presas e deportadas e outras quatro condenadas à pena de morte. Dentre os mártires assassinados, todos negros, estavam os alfaiates João de Deus Nascimento e Manuel Faustino dos Santos Lira, a quem prestamos nossas homenagens.

8 de março: operárias têxteis realizam greve, são trancadas e morrem

Se hoje as condições de trabalho ainda deixam a desejar, imaginem nos séculos XIX ou XX. Não havia limitação da jornada de trabalho, as condições de trabalho eram insalubres e não havia qualquer proteção ao trabalhador.

Relatos históricos atribuem a comemoração do Dia Internacional da Mulher a uma greve promovida por tecelãs americanas, em 1857, que resultou na trágica morte de 129 operárias, vítimas de um incêndio, após terem sido trancadas por seus patrões. Outros historiadores, porém, afirmam que a mesma data tem sua origem no movimento grevista de mulheres operárias, na maioria tecelãs e costureiras, que explodiu em 1917, na Rússia, sendo o estopim da Revolução Russa. Qualquer que seja a versão, o fato é que nos dois casos foram costureiras que desencadearam o movimento, a quem rendemos nossas homenagens.

1901: É fundada a Associação dos Artistas Alfaiates do Rio

Em 1901, trabalhadores do Rio de Janeiro do ramo da confecção se organizaram e fundaram a Associação dos Artistas Alfaiates. Um ano depois, a entidade deu lugar à Associação dos Mestres e Contramestres, onde os alfaiates tiveram as primeiras aulas de corte e costura.
Nessas aulas, usava-se a técnica de fazer roupa sob medida, trazida para o Brasil por operários portugueses e italianos. De início, os trabalhadores recebiam a peça do freguês, tiravam as medidas e faziam as provas, para então entregar as roupas. Com a industrialização, a profissão ganhou subdivisões como alfaiates, costureiras, buteiros, passadeiros, calceiros, acabadeiros, oficiais, modeladores e arrematadores. A todos esses profissionais, nossa admiração e respeito.

1909: nasce a entidade sindical União dos Alfaiates do Rio de Janeiro

Em 10 de maio de 1909 é fundada a União dos Alfaiates do Rio de Janeiro, reconhecida como entidade sindical representante dos empregados em alfaiatarias, fábricas e oficinas de confecção de roupas, ateliês de moda e de bordados, oficinas de confecção de chapéus de senhoras, oficinas de cerzidos e de adornos destinados ao vestuário. A primeira sede do Sindicato, alugada, funcionava na Rua Buenos Aires, no centro da cidade.

Naquela época, os artesãos em pequenas oficinas só tinham horário certo de começar a jornada, nunca de terminar, por isso mesmo o Sindicato nasceu com extensa atividade na luta pela jornada de 8 horas de trabalho/dia, num total de 48 horas semanais.

Greve dos 300, realizada em 1920, conquista aumento real

O Sindicato participava ativamente, junto com outras categorias, de movimentos de reivindicação pela jornada de 8 horas e por melhores salários. Em 1920, essa luta se materializou na greve dos 300, paralisação que resultou num aumento de 300 mil réis (moeda da época) para os buteiros.

Aumentos salariais e redução de jornada também estavam na linha de frente do Partido Comunista Brasileiro, o PCB, sendo o alfaiate sindicalizado Joaquim Barbosa um de seus fundadores, em 1922. Joaquim foi também o primeiro secretário da Federação Sindical Regional do Rio de Janeiro, fundada em 1927.

Sindicato incorpora outras entidades e cresce

A data de 21 de abril de 1924 foi muito importante para o crescimento do Sindicato. Naquele dia realizou-se uma Assembléia Geral na qual o Sindicato alterou seu primeiro estatuto e seu nome para União dos Alfaiates e Classes Anexas, unindo as categorias Aliança dos Alfaiates Calceiros, Mestres e Contramestres; União das Costureiras, Chapeleiras e Classes Anexas; e União dos trabalhadores em tinturaria. Estava dado o primeiro passo rumo ao crescimento e fortalecimento do Sindicato.

A oficialização do novo nome e representação foi reconhecida em 20 de dezembro de 1925, com a publicação, no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, do novo Estatuto da entidade.

Sindicato participou da elaboração das leis trabalhistas brasileiras

Com a Revolução de 1930, a luta pela redução da jornada de trabalho, pelo estabelecimento de um salário mínimo e por melhores condições de trabalho tomou maior vulto e os revolucionários nomearam comissões para elaborar as leis trabalhistas e implantar a Previdência Social. O Sindicato participou desse processo, sediando diversas reuniões das comissões, onde se transmitia aos representantes do governo as experiências dos sindicatos, inclusive quanto à resolução de problemas sociais.

As principais conquistas dessa luta foram: carteira de trabalho; jornada de 8 horas; estabelecimento de um salário mínimo; exigência de que toda empresa tivesse, no mínimo, 2/3 de brasileiros entre seus empregados; estabilidade para funcionários com mais de dez anos de casa; permissão de funcionamento para os sindicatos; licença maternidade com duração de 84 dias. Também são desta época o direito de voto das mulheres e a criação do Ministério do Trabalho.

1936: Enfim recebemos a Carta Sindical

Ainda que os sindicatos funcionassem como tal desde o início do século XX, a legislação da época não permitia sua existência legal. Com Getúlio no poder, essa realidade começa a se alterar. É publicado o Decreto 19.770 de 5 de abril de 1933 e, após essa data, diversas instituições recebem sua carta sindical, sendo reconhecidas como legítimas representantes dos trabalhadores.

Nosso sindicato recebeu sua carta sindical em 12 de setembro de 1936, no ano seguinte ao início da segunda grande guerra mundial, que também teve a participação brasileira através do envio de tropas que lutaram ao lado dos países aliados contra o nazismo e o fascismo.

Vários alfaiates foram convocados para o esforço de guerra, confeccionando os uniformes para os soldados da Força Expedicionária Brasileira. Naquela época (de 1939 a 1945), o Sindicato era presidido pelo companheiro Davi Teixeira.

1941: O Sindicato cresce novamente

Em 4 de fevereiro de 1941 a Comissão de Enquadramento Sindical aprova a junção de duas categorias: oficiais alfaiates, costureiras e trabalhadores na industria de confecção de roupas e trabalhadores na industria de confecção de roupas e chapéus de senhoras. No dia 8 de maio do mesmo ano, com a expedição de nova Carta Sindical, o Sindicato tem oficializada sua atuação como órgão representativo das duas categorias profissionais.

A representação se dava não só junto aos patrões, mas também junto aos órgãos de governo, exigindo o cumprimento da legislação, ainda tímida na época. Na vanguarda da luta pelos direitos trabalhistas, uma costureira inaugura a Justiça do Trabalho.

Começam as intervenções nos sindicatos

O estímulo inicial dado à formação de sindicatos foi sendo paulatinamente substituído – após o governo Getúlio Vargas – por intervenções nos sindicatos mais combativos, que queriam outros direitos trabalhistas ainda não conquistados, como, por exemplo, a aposentadoria para os trabalhadores. Assim, há apenas um ano no poder, o Presidente do Sindicato, José Leocastro do Couto Teixeira, teve seu mandato interrompido em 1947 – no governo do marechal Eurico Gaspar Dutra – por uma intervenção do Ministério do Trabalho. Uma Junta Governativa liderada por Nelson Egídio Pinho administrou o sindicato durante um ano, controlando e vigiando todas as ações dos diretores.

Ainda em 1947 foi fundada a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário do Estado do Rio de Janeiro e, em 1948, o Sindicato mudou sua sede da Rua Buenos Aires para uma pequena sala localizada no Largo de São Francisco.

1952: Sai o piso salarial único

Em 1952 o Sindicato conquistou uma de suas maiores reivindicações: o piso salarial único, o primeiro salário profissional, na época no valor de CZ$ 15.600,00, maior que o salário mínimo vigente.

Mas os tempos continuavam difíceis. Em nova eleição sindical, em 1955, embora reeleita a chapa encabeçada pelo companheiro Leocastro, tendo como secretário geral Adalto Rodrigues, o Sindicato sofreu um duro golpe. Filiado ao sindicato desde 1946, Adalto não conseguiu tomar posse porque o Ministério do Trabalho, que na ocasião tinha à frente o Sr. Napoleão Guimarães, disse que não ia manter “comunistas” na direção da corporação.

Década de 60: A Previdência Social passa a valer para todos

A criação da Previdência social retrata uma batalha travada pelos trabalhadores há décadas. Como não havia Previdência, quando um trabalhador adoecia, por exemplo, muitos sindicato, como o nosso, faziam lista para socorrê-lo – alguns chegavam a ter ‘caixa de socorro’.

Aos poucos foram sendo criadas instituições de previdência representando algumas categorias profissionais, mas é somente em 1960 que se unifica a legislação para todos os trabalhadores urbanos, e em 1963 os direitos são estendidos também aos trabalhadores rurais. A década de 60 foi ainda muito importante para o trabalhador, pois em 1962 criou-se o 13º salário, válido para todos os trabalhadores.

1961: Sindicato adquire sua primeira sede própria

Com o crescimento do Sindicato, a sede alugada no Largo de São Francisco não dava mais vazão à intensificação do atendimento. Foi então que, na gestão de Adalto Rodrigues, desde 1957 na presidência do Sindicato, o sonho da sede própria se realizou, materializado em um conjunto de salas nos sexto e sétimo andares na Rua Camerino, 128, no Centro do Rio de Janeiro.

Já naquela época o Sindicato firmou convênio com clínica médica e iniciou o atendimento odontológico na sede. Hoje, a sede administrativa do Sindicato não é mais na Rua Camerino, mas o patrimônio da categoria continua lá e as salas estão alugadas para outras entidades.

1964: Golpe militar põe fim à liberdade sindical

Em 1964, o Sindicato era presidido pelo companheiro Adalto Rodrigues que, desde 1957, graças a sucessivas reeleições, vinha ocupando a direção da entidade. Mas, em 31 de março de 1964, toda a nação sofreu um duro golpe: militares tomaram o poder e os Sindicatos considerados “de esquerda” estavam na mira dos miliares. Adalto sabia que era questão de dias ou de horas a invasão do Sindicato e por isso se ausentou durante três meses, permanecendo escondido.  Logo no dia 2 ou 3 de abril, nosso Sindicato sofreu a segunda intervenção. Os patrões, através do governo, passaram a administrar os sindicatos e o próprio Ministério do Trabalho.

No caso do SOAC, o Ministério do Trabalho enviou uma junta governativa. Nela, o tesoureiro Mário Biscardi era o representante dos trabalhadores, enquanto Davi Pereira dos Santos e José Augusto de Souza assumiam as funções de presidente e secretário.

Parte da história do Sindicato foi perdida nesta época, com a queima de livros, registros e documentos incinerados pela ditadura.

Sindicato realiza greve em plena ditadura

Em 1965 a categoria se organiza e realiza, sem a participação de outros sindicatos, sua primeira greve, um movimento articulado desde 1964. Foi uma paralisação de 24 horas, pleiteando o reajuste de 1964, um corre-corre tremendo, com perseguições e tudo.

O alfaiate Adalto Rodrigues e outros diretores foram cassados e perseguidos. Adalto chegou a ser preso, mas conseguiu um acordo para sua soltura. Já Sebastião Honório de Freitas permaneceu preso.

Em 1966, Mário Biscardi elegeu-se presidente do Sindicato, permanecendo até 1967.

Crescem as manifestações populares e estudantis

Em 1966, o governo militar decretou o fim da estabilidade no emprego, oferecendo, em contrapartida, e após muitos protestos, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

No ano seguinte, elegeu-se presidente do nosso Sindicato Sebastião Honório de Freitas, permanecendo até 1970. Esse foi um período especialmente conturbado, marcado pelas mãos de ferro da ditadura, mas também por movimentos populares e estudantis, vinculados ao movimento operário. Lutava-se por uma maior liberdade individual, pela reconstrução da concepção de moralidade e pelo fim da ditadura.

De 1971 a 1973 o Sindicato foi presidido por Leonel da Silva Garcia, terceiro presidente eleito durante o período da ditadura.

1975: Sindicato constrói sede em São Cristóvão

Durante a gestão de Dionísio José Pizon Neto (1974 a 1977) o Sindicato realizou, no dia  18 de abril de 1975, uma importante assembléia na qual foi aprovada a compra do terreno onde, em 1983, foi construída a atual sede.

De acordo com depoimento da revista comemorativa aos 93 anos do Sindicato, a aposentada Leontina Meirelles Fernandes, na época com 83 anos, declarou “Levamos quase três anos para construir o prédio maior (de 81 a 83) e como o Sindicato não dispunha de recursos, a diretoria , com a nossa colaboração, promovia encontros semanais para a arrecadação de fundos; passávamos também listas junto a outros sindicatos”.

1978: Sindicato conquista extensão de base

Em 1978, sob a presidência de João Jeremias César, que permaneceu no cargo até 1989, tendo sido reeleito quatro vezes, o SOAC conquistou as bases de Duque de Caxias e Nova Iguaçu.  Foram adquiridas uma sala em Caxias e duas em Nova Iguaçu.

Ambas as subsedes começaram o funcionamento contando com atendimento jurídico e odontológico gratuito para os sócios e seus dependentes; em Caxias, como o atendimento cresceu acima do esperado, o Sindicato alugou mais uma sala, para comportar a demanda satisfatoriamente.

1983: Sindicato inaugura sede definitiva

No dia 19 de novembro de 1983 o SOAC inaugurou sua sede definitiva, à Rua Chaves Faria 260, em São Cristóvão. A partir de então, os trabalhadores puderam ter à sua disposição uma ampla sede, com boa estrutura, instalações adequadas e confortáveis, auditório para realização de palestras e assembléias e sala de cursos, para citar alguns exemplos. Foi também construído o consultório dentário, gratuito tanto para os associados como para seus dependentes.

1985: I Encontro Nacional das Costureiras e Trabalhadores no Vestuário

Um importante encontro ocorreu nos dias 28 e 29 de setembro de 1985, no Rio de Janeiro: o I Encontro Nacional das Costureiras e Trabalhadores nas Industrias do Vestuário. O evento registrou reivindicações como piso salarial unificado em nível nacional; criação de comissões de trabalho nos locais de trabalho, proibição de testes de gravidez na admissão, obrigatoriedade da criação de creches e fornecimento gratuito de leite para os trabalhadores que exercem atividades insalubres, dentre outras.

1988: Greve de uma semana com 90% de adesão arranca 85% de aumento

Em 1988, a categoria, que já somava 140 mil trabalhadores, realizou uma longa greve com 90% de adesão. O movimento durou uma semana, garantindo benefícios como 85% de aumento salarial e 3% de produtividade.

Esse foi um ano especialmente positivo para os trabalhadores. A nível nacional, tivemos a aprovação da constituição de 1988, que garantiu o adicional de um terço sobre as férias e  ampliou a licença maternidade para 120 dias, dentre outras conquistas.

Uma mulher na presidência do SOAC

Valdice Macedo Nobre entrou para a história do Sindicato ao eleger-se presidente, de 1989 a 1992. Ela foi a primeira mulher no Sindicato a ocupar o cargo de presidente, e perseguida, assim como outras ativistas, por sua militância.

Associados ganham assistência médica

Um dos maiores benefícios à categoria e seus familiares começou a funcionar em 1991, ano em que o Sindicato assinou com a diretoria da Policlínica São Cristóvão um convênio de assistência médica cobrindo as principais especialidades médicas, além de alguns exames gratuitos, como exames laboratoriais, ultrassonografia, preventivo do câncer e outros exames com desconto.

O convênio oferece assistência em mais de 30 clínicas particulares localizadas em diversos bairros do Rio de Janeiro e nos municípios de Caxias, Nova Iguaçu, São Gonçalo e Nilópolis.

Também em 1991 foi  criado, de forma definitiva, o departamento de aposentados e pensionistas, responsável pela promoção de passeios e atividades de lazer e sociais à terceira idade, além de ser o braço direito do departamento de previdência social, que confere e encaminha os documentos de aposentadoria ao INSS. Todos os sindicalizados com pelo menos cinco anos de sócio, após se aposentarem, ficam isentos da mensalidade sindical e continuam a gozar de todos os benefícios oferecidos pelo SOAC gratuitamente.

Aquisição da sede campestre proporciona lazer de qualidade

Antonio Ernesto de Souza estava a frente do Sindicato quando a categoria teve ampliado seu patrimônio, com a aquisição da sede campestre, em Guapimirim, uma área de lazer com 14 mil m2, complexo de piscinas, campos de futebol, bar, sala de jogos, 4 churrasqueiras, em ambiente cercado de verde e árvores frutíferas e um lago.

Parceria cria CAT e moderniza sede de São Cristóvão

Amílcar Ferreira das Neves (de 1996 a 2006) foi eleito para um mandato de cinco anos, tendo sido reeleito. Nesta administração, são firmadas parcerias importantes para a ampliação dos benefícios oferecidos à categoria e é batizado o setor de capacitação, fundado em junho de 1999, como Centro de Treinamento Valdice Macedo Nobre (falecida em 20/3/1996). Foi instalada a CAT – Central de Atendimento ao Trabalhador – na sede de São Cristóvão, após uma ampla reforma que modernizou por completo as instalações da nossa sede.

A histórica greve da De Millus: fim da revista íntima

Década de 90. Costureiras, humilhadas com o fato de serem filmadas e fotografadas mudando de roupa, revoltam-se em uma grande empresa de moda íntima, a De Millus. O movimento foi solucionado com a interferência do Sindicato, que tomou a frente das negociações. O companheiro e ex-presidente Geremias César, nos conta: “Fomos à Delegacia Regional do Trabalho, ao DOPS e teve até uma que entrou em trabalho de parto. Fomos para uma clínica, acompanhando a trabalhadora grávida. Foi uma semana de paralisação e muita movimentação que, com certeza, teve grande influência na aprovação, mais tarde, da Lei 2794/97, que proíbe a revista íntima”.

Mesmo após a promulgação da Lei, algumas empresas insistiam em práticas antigas que infligiam humilhação às trabalhadoras. O sindicato manteve-se combativo e foi para a porta do Tribunal Regional do Trabalho junto com as trabalhadoras em várias ocasiões, como em  2000, apoiando costureiras da Marilan.

Gestão Zé Baiano inicia recuperação salarial

Em 2006 teve início a gestão do companheiro José da Silva Matos na presidência do SOAC. Com a morte de Amílcar, devido a problemas de saúde, Zé Baiano, como é carinhosamente chamado pelos trabalhadores, assumiu a presidência, tendo sido eleito e reeleito nas eleições sindicais seguintes.

Investimentos na estrutura do Sindicato, com departamentos confortáveis e informatizados; convênios com clínicas, incluindo atendimento à mãe do sócio, sem limite de idade; e a valorização da comunicação com os associados, através do jornal e do site, são algumas das marcas da atual gestão.

Contudo, foi na luta salarial que Zé Baiano mais acumulou bons resultados. Nossa categoria passou décadas sendo arrochada por políticas econômicas que prejudicaram os trabalhadores. Depois do arrocho salarial praticado pela ditadura militar, encaramos o período neoliberal dos anos 90, que abriu o país para a importação escancarada de produtos estrangeiros, o que causou fechamento de fábricas e enorme desemprego. Consequentemente, os salários também sofreram.

De 2006 até 2014, porém, registramos seguidos ganhos reais nas negociações salariais com os patrões. Nesses 8 anos, ganhamos cerca de 47% acima do índice de inflação do período. Além disso, foi também em sua gestão que conquistamos o pagamento de triênio e o recebimento gratuito de café da manhã nas fábricas.

Apesar disso, muito ainda há por fazer em relação ao salário, que ainda está abaixo do que seria justo para os alfaiates e costureiras profissionais. O Sindicato continua na luta.

Reforma da Sede Campestre em Guapimirim

Para garantir o lazer de qualidade às costureiras, alfaiates e familiares, a atual diretoria do Sindicato investe na preservação da Sede Campestre, em Guapimirim.

– Nossa sede é bem cuidada, mantemos os gramados aparados, as plantas e piscinas tratadas, os brinquedos das crianças têm manutenção, enfim, cuidamos desse patrimônio da categoria para quando o trabalhador quiser usufruir de um lazer de qualidade ter certeza de que encontrará isso de graça no seu Sindicato – afirma o presidente Zé Baiano.

Benefícios ampliados

Desde que a atual diretoria do SOAC tomou posse, ampliar os benefícios médicos, odontológicos e jurídicos tem sido uma constante. Duas novas clínicas para a realização de exames foram incluídas no convênio médico, em Bangu e Nova Iguaçu. A mãe do associado passou a ser considerada dependente, sendo ou não viúva. Os dependentes menores foram beneficiados com a extensão da idade limite de 14 para 18 anos (e no caso do dependente ser portador de deficiência física ou mental, não há limite de idade).

Todos esses avanços e conquistas puderam acontecer porque a diretoria do Sindicato tem recebido apoio da categoria. A crescente sindicalização reforça e possibilita o trabalho sindical em prol dos trabalhadores. A contribuição do associado retorna para todos em inúmeros serviços e benefícios que valem a pena.

Quem somos

Este é o website oficial do Sindicato dos Oficiais Alfaiates, Costureiras e Trabalhadores nas Indústrias de Confecções de Roupas e de Chapéus de Senhoras dos Municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias e Nova Iguaçu (SOAC). Somos a entidade de representação sindical dos trabalhadores em confecção, representando cerca de 50 mil empregados na base.
A data-base da categoria é 1º de junho e nossos direitos são regidos pelas leis federais, estaduais e municipais e pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) assinada entre nosso sindicato e o sindicato das empresas do setor.

Onde ficamos

SEDE

Rua Chaves Faria, 260/3º andar – São Cristóvão – Rio de Janeiro. CEP: 20.910-140. Telefax: (21) 2589-6430 / 2589-7621 e 3860-5110.

Horário de atendimento ao público: de 9h às 18h.

SUBSEDES

Duque de Caxias:
Av. Plínio Casado, 58 – sala 226. CEP: 25.020-010. Telefax: (21) 2671-2413.

Nova Iguaçu: Rua Dr. José Hipólito de Oliveira, 100 salas 211 e 212. CEP: 26.210-130. Telefax: (21) 2667-0363.

Sede Campestre: Estrada do Limoeiro, 285 – Limoeiro – Guapimirim, RJ.

Continue sócio

Mesmo demitido, você e seus dependentes não perdem direito aos benefícios que o sindicato oferece. Basta que continue a contribuir com a
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