SOAC na luta contra a “reforma da Previdência” de Temer, que penaliza ainda mais as mulheres e os jovens

PasseataReforma-15-03-17

Zé Baiano, presidente do SOAC-RJ, na passeata contra o fim da aposentadoria

Com muita música, alegria e unidade, milhares de trabalhadores e estudantes caminharam no dia 15 de março, da Candelária à Central do Brasil, no Centro do Rio, contra a chamada “reforma da Previdência”. A multidão, que atendeu à convocação das centrais sindicais e dos movimentos sociais, ocupou todas as faixas da Avenida Presidente Vargas, uma das principais vias de acesso à capital do estado, desde as 16h.

O Sindicato dos Alfaiates e Costureiras do Rio e Baixada Fluminense (SOAC-RJ) esteve presente. “Temos que protestar contra esta reforma do Governo que, na verdade, quer acabar com a aposentadoria no Brasil. Sem a Previdência Social, sem aposentadoria, como ficarão os trabalhadores deste país? Serão velhos miseráveis, sem renda, passando necessidade. Nosso Sindicato é contra mais esse golpe contra os trabalhadores”, destacou o presidente do SOAC-RJ, Zé Baiano.

Em ato pacífico, a manifestação reuniu várias categorias, como as costureiras, metalúrgicos, químicos, operários da construção civil, frentistas, propagandistas de produtos farmacêuticos, professores, comerciários, rodoviários, siderúrgicos, trabalhadores em saneamento, marceneiros, aeroviários, trabalhadores em lotéricas, aposentados, entre outros.

“A juventude e as mulheres vão pagar um preço alto se esse absurdo passar”, destacou Zé baiano.

As manifestações do dia 15 de março aconteceram em todo o país com muita força e impressionou os políticos. Agora, é manter a unidade e a mobilização dos trabalhadores para derrotar de vez esse projeto infame.

“Os deputados e senadores que votarem a favor desse projeto podem ter certeza: não receberão o voto dos trabalhadores em 2018. Vamos marcar em cima e denunciar cada um deles!”, conclamou o presidente do SOAC-RJ.

Entenda a “reforma” do Governo Temer

 

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OS MAIS POBRES, QUE COMEÇAM A TRABALHAR MAIS CEDO, SE LASCAM

Atualmente, não há idade mínima para se aposentar. Se você começou cedo no batente, contribuindo para o INSS, aposenta mais cedo. Nada mais justo, certo? Mas com o projeto do Governo Temer isso acaba. Ele estabelece idade mínima de 65 anos para se aposentar. Ou seja, os trabalhadores de famílias mais pobres, que começam cedo para ajudar no sustento da família, vão ter que trabalhar mais tempo até completarem a idade mínima.
A injustiça é ainda maior com as mulheres, pois o projeto quer impor a mesma idade mínima – 65 anos – tanto para homens quanto para mulheres.

ADEUS APOSENTADORIA

O pior é que, pelo projeto, essa idade mínima de 65 anos poderá subir 1 ano a cada dois anos, segundo as “estimativas” de aumento na idade de mortalidade dos brasileiros. Ou seja, daqui a 20 anos a idade mínima poderá estar em 75 anos. Atenção: não haverá “aposentadoria proporcional” antes da idade mínima. Ou fez a idade e pode, ou não aposenta. Dá para notar que os jovens de hoje nem aos 65 poderão se aposentar.

APOSENTADORIA INTEGRAL NEM EM SONHO

Para, supostamente, receber a “aposentadoria integral”, pela PEC 287 o trabalhador, além de ter 65 anos de idade, terá que ter contribuído para o INSS durante 49 anos! Ou seja, seria necessário começar a trabalhar aos 16 anos e jamais ter sido demitido para trabalhar (com carteira assinada) por 49 anos seguidos até os 65 anos e poder, então, pedir a “aposentadoria integral”. Claro, se até lá a idade mínima já não estiver em 80 anos. E atenção: não haverá aposentadoria por tempo de contribuição ao INSS. Ou fez a idade e pode, ou não aposenta.

O aumento da base de cálculo do benefício, que passaria a ser a média de todos os salários desde julho de 1994, também é um fator impeditivo da “aposentadoria integral”. Isso porque normalmente se ganha menos no início da carreira, então este longo período contando no cálculo fará com que se receba bem menos na aposentadoria do que o trabalhador tinha na ativa no final de sua carreira.

PENALIZAÇÃO CRUEL

O tempo mínimo de contribuição para o INSS, que hoje é de 15 anos, passará para 25 anos. Cumpridos os 25 anos, o brasileiro receberá 76% do benefício, mas só se já tiver atingido a idade mínima de 65 anos de idade.

Ou seja, donas de casa, lavradores, trabalhadores informais e pessoas que, por qualquer motivo, tenham começado a contribuir tarde para o INSS, após os 40 anos de idade, não poderão se aposentar mesmo aos 65 anos. Terão que completar pelo menos 25 anos de pagamento ao INSS.
Aqueles que nunca contribuíram morrerão à míngua, sem amparo do estado.

REGRA DE “TRANSIÇÃO” É EXTORSÃO

Os jovens brasileiros serão os mais prejudicados, pois pegariam a “reforma” integralmente. Na prática, perdem o direito de se aposentar.
Já os homens com mais de 50 anos e as mulheres com mais de 45 pagarão um preço caro pelo corte do governo nas aposentadorias. Serão garfados em vários anos, que ficarão sem receber a aposentadoria, e ainda terão que trabalhar mais.
Essas pessoas terão que trabalhar mais 50% do tempo que falta. Ou seja, se faltarem 6 anos para se aposentar, terão que trabalhar por 9 anos. Se faltarem 10 anos, terão que trabalhar por 15 anos. Um enorme sacrifício para quem contribuiu anos a fio dentro das regras existentes, confiando em receber seu benefício.

 

DÉFICIT QUESTIONÁVEL

Enquanto o Governo alega que há um déficit na Previdência Social, vários estudos indicam o oposto, inclusive o Sindicato Nacional dos Auditores da Receita Federal, que atesta a boa saúde financeira da Previdência no Brasil (O Sindifisco Nacional divulgou um vídeo para alertar que o rombo na Previdência Social é uma farsa. Veja acima). Outra questão importante, é que empresas privadas e públicas devem ao Regime Geral da Previdência Social mais de R$ 426 bilhões. Ao invés de sacrificar os trabalhadores brasileiros, não seria mais justo cobrar de quem deve?

– Esta reforma da Previdência significa a extinção brutal e cruel do direito à aposentadoria no Brasil. É um ataque aos trabalhadores. Lutar contra isso é um dever de todo trabalhador brasileiro, seja homem ou mulher, jovem, adulto ou idoso. Essa proposta é uma calamidade para o país – destaca o presidente do SOAC-RJ, Zé Baiano.

 

Quem somos

Este é o website oficial do Sindicato dos Oficiais Alfaiates, Costureiras e Trabalhadores nas Indústrias de Confecções de Roupas e de Chapéus de Senhoras dos Municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias e Nova Iguaçu (SOAC). Somos a entidade de representação sindical dos trabalhadores em confecção, representando cerca de 50 mil empregados na base.
A data-base da categoria é 1º de junho e nossos direitos são regidos pelas leis federais, estaduais e municipais e pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) assinada entre nosso sindicato e o sindicato das empresas do setor.

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